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Vi Janick no palco antes de conhecê-lo, e isso foi quando ele estava com Gillan na Wembley Arena. Vi esse exibicionista dançando pelo palco tocando muito bem, e achei aquilo incrível. E então ele foi a alguns de nossos shows e eu o conheci por trás dos bastidores no bar e a gente se deu bem de cara – ele era um sujeito bacana. Em 1990, quando Adrian deixou a banda, Janick havia acabado de trabalhar no álbum solo de Bruce (‘Tattooed Millionaire’) e obviamente ele seria a primeira opção de substituição. Mas lembro que no início Janick estava na realidade defendendo Adrian – estava chateado que ele tinha deixado a banda e acho que estava tentando convencê-lo a voltar para o grupo, o que mostra como ele é um cara legal. |
Ele veio para o ensaio e os instrumentos estavam de frente um pro outro, parede-a-parede, então parecia um duelo em um filme do oeste como ‘Três Homens Em Conflito’, mas acho que nós dois queríamos ser o Clint Eastwood! Tocamos ‘The Trooper’, fomos direto nela, não houve 'Vamos trabalhá-la cada um na sua.' Foi apenas como um, dois, três, quatro… bang! E direto, fagulhas voavam pelo ambiente! Ficou óbvio que isso daria certo. Foi excitante tocar com ele e isso deu à banda um merecido empurrão.
Ele é autêntico, um cara legal, muito esperto com um bom senso de humor. É o tipo de cara sociável. Ele gosta de se exibir especialmente em turnês. Ele sai para caminhadas de 20 milhas e tenta parar em todos os bares na volta!
Janick tem uma boa alma. E também uma boa forma de acalmar as coisas se elas de repente começam a ficar fora de controle. Ele pode recuperar tudo e fazer com que as pessoas vejam as coisas da forma correta. Ele se expressa muito bem dessa forma, é um homem diplomático.
Quando está tocando, faz o máximo que pode. Há dois lados para isso. Sua forma de tocar pode ser bastante controlada ou bastante espontânea, mas aí ele toca muitas coisas melódicas. Ele tem grande destreza, muito fluida. Então ele é completo como um guitarrista que vai de um extremo a outro. Ele abrange todos aspectos, de material acústico até overdrive. São 360 graus, ele toca de tudo. E é um grande artista.
Janick compôs a faixa ‘Dance Of Death’ e há de tudo lá, da guitarra melódica e melancólica passando por guitarra pura até pesados riffs, mas feito da maneira mais complexa e bela e doce e pesada, e com muito bom gosto. Se essa música fosse o alfabeto, de A a Z, teria todas as letras nela."
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