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Seg, Mai 20, 2013

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Adrian Smith segundo Bruce Dickinson

"Conheci Adrian quando eu estava na Samson e ele tinha acabado de entrar para o Iron Maiden. Nós estávamos próximos em diferentes estúdios; gravávamos o segundo álbum do Samson e ele estava fazendo ‘Killers’. Ele era o novo garoto da banda, mas eu estava impressionado com seu estilo de tocar guitarra. Era muito rock and roll. Ele era magro, pálido e largado, e muito cool!
Ele é uma pessoa bastante madura e tem um senso de humor muito seco. Seu apelido na banda era Willie-Orwontee - e não era à toa! Ele gosta de fazer tudo sem pressa, o que não é algo ruim e no passado quando fazíamos checagens de som juntos, ficávamos todos esperando por ele, um perfeccionista em relação a som.

Em um mundo repleto de guitarristas anônimos que vão para escola aprender como tocar e acabam soando indiferenciáveis, Adrian desenvolveu um tom e estilo que é todo seu, único. Ninguém soa como Adrian, e isso não tem preço. O som de sua guitarra é preguiçoso, como se as notas estivessem quase caindo uma sobre a outra mas sem que isso aconteça. Você na verdade segura-se em toda nota que ele toca, porque você não sabe que rumo tomará em seguida.

Ele é um bom atleta. Quando joga futebol ou tênis, tem um dom natural, e é assim sua forma de tocar guitarra. Quando ele joga futebol, ele pega a bola e você pensa, ‘Ele nunca vai conseguir passar por aquele cara’, mas de repente, ele o dribla e passa. É como vê-lo tocando. Juro que o timing é o mesmo!

Quando ele deixou a banda em 1990, acho que todos ficaram surpresos com a saudade que sentimos dele e certamente ninguém tinha percebido o quanto os fãs sentiriam a falta dele. Eu não teria voltado ao Iron Maiden se ele não estivesse na banda. Acho que não teria ficado completa sem o Adrian, e agora é ótimo ter três guitarristas.

Acho que possivelmente uma das melhores faixas que ele escreveu está no álbum novo; ela chama-se ‘Paschendale’. Quando estava escrevendo material com ele para o disco, percebi que ele tinha muitas obras de Siegfried Sassoon e outros livros de guerra, e ele estava pesquisando essa faixa. É uma música fantástica e realmente evocativa de todo período de guerra – uma faixa surpreendente, de dez minutos.

A filosofia de Adrian, eu acho, nos leva a algo que falamos em uma noite, já bêbados. Ele virou-se e disse, 'O negócio sobre mim é que tudo que me interessa tem um pouco de canto e instrumento', e isso é a raiz de tudo que é Adrian. Ele está feliz bebendo, cantando e tocando sua guitarra. E para algo assim tão simples, ele faz isso muito bem – especialmente tocar guitarra."

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