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"Fui apresentado a Steve e Bruce quando o Gillan tocava no Hammersmith Odeon nos anos 80. Eu realmente gostei dele então, e eu o encontrei em alguns shows do Maiden depois disso. Ele sempre me pareceu bastante intenso e sério e atento ao que acontecia. Como pessoa, Steve é um dos poucos que você conhece e pode confiar completamente. Ele não trairia sua confiança e não falaria de você por trás de suas costas; é um cara bastante direto. Você pode confiar nele e ele não é cheio de besteira. Ele tem a habilidade de olhar os dois lados de uma situação, mas se está convencido de que tem razão discutirá com todas as forças e não mudará de idéia, o que eu considero uma ótima resistência. Ele tem uma tolerância mental muito forte. |
Em situações em que outras bandas poderiam ter sucumbido, uma coisa que fez o Iron Maiden continuar a fazer o que faz de melhor é o Steve, porque ele acredita que o que faz é o certo. Quando você está em uma banda jovem e sua gravadora vem a você e diz "Vocês tem que suavizar seu som, precisamos de um single", Steve é o tipo de cara que você precisa para olhar para eles e dizer, "Não enche!"
Steve tem uma imaginação bastante fértil e um jeito simples de compor. Não é o tipo de coisa intelectual – é mais profundo que isso. Ele escreve como vê e você realmente sente que as palavras vêm de dentro dele. Toda vez que toco a música ‘Blood Brothers’ fico arrepiado, porque ele acertou em cheio. Ele perdeu o pai quando estava em turnê e quando coisas assim acontecem com você, às vezes você vai a lugares obscuros – todos passam por isso – mas conseguir colocar isso no papel é outra coisa. Quando você lê suas letras, há uma honestidade ali que fica aparente e ele se abre mais do que quando conversa contigo.
Ele é um ótimo jogador de futebol e teve a escolha quando criança de jogar futebol profissionalmente ou tocar, mas acho que tomou a decisão certa. Não acho que ele teria agüentado a disciplina da vida de um jogador de futebol quando era um adolescente e estava começando a conhecer gente e entrar na música. Ele é seu próprio dono. Ele não bebe muito e cuida de seu corpo – isso é muito importante para ele. Sendo um desportista, sua postura é que se seu corpo é saudável, sua mente também é, e acho que isso ajuda na banda porque você não fica preso aquele estilo de vida rock'n’roll estúpido de "vamos pra esbórnia todas as noites".
Ele é um baixista idiossincrático. Ele pegou o baixo e se auto ensinou de tal forma que ninguém consegue realmente copiá-lo. Dizem que é como uma guitarra principal, mas não é. Dá uma base à banda e muda bastante, mas é o tom que ele tem. Ele tem uma forma de ouvir coisas e um tom que normalmente não é associado com baixo, é mais como uma segunda guitarra. Ele e Nicko dão pulso ao Iron Maiden, o corpo da banda. Você o copia por sua própria conta e risco, porque o som do Maiden é construído na forma como Steve toca baixo e a única em que funcionaria é o Maiden.
Steve se envolveu bastante com o novo álbum. Ele tem uma visão em que realmente pode se aperfeiçoar e ele tem esse tremendo foco quando está gravando discos – ou fazendo qualquer coisa com o Iron Maiden. Ele quer fazer tudo certo e está preparado para investir tempo nisso. Nem todo mundo tem essa determinação e foco.
Ele tem uma personalidade muito, muito forte. Sem seu ímpeto e ambição, não seria Iron Maiden, sem dúvidas. Ele é seu coração e força."
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