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Donignton 88 foi segundo a própria banda, a atuação mais importante de sua carreira. O festival ‘Monsters of Rock’ de Castle Donington sempre tinha sido o evento mais relevante em todo calendário metaleiro do Reino Unido. Esta foi uma edição muito especial em que se bateram vários recordes, por um lado o recorde de wats que já apareceu registrado no livro do Guinness e o outro foi a grande influência do público; Um total de 107.000 pessoas reunidas em 27 de agosto de 1988 para presenciar os shows ao vivo de Iron Maiden, Halloween, Kiss, Guns n’ Roses, Megadeth e Dave Lee Roth. O Iron Maiden teve uma montagem de palco espetacular. Eddie aparecia com uma enorme bola de cristal em uma das mãos. As luzes eram de proporções enormes e giravam em todas as direções e os raios de laser apareciam em cada um dos telões. Durante a música ‘Iron Maiden’ aparecia um Eddie de mais de cinco metros de alturas, que lançava chamas.
Assim que o Maiden terminou a turnê do ‘Seventh Son of a seventh Son’ ate o lançamento do próximo álbum em outubro de 1990, aconteceram muitas coisas com a banda.
Em outro canto, Nicko McBrain utilizou este tempo para fazer demonstrações com a bateria em múltiplas feiras, como na Britsh Music feira, algo que já fazia há vários anos, as demonstrações se dividiam em duas partes, uma teórica onde o humor de Nicko sempre estava presente e a outra pratica, algumas vezes solos e outras acompanhado por músicos como Phil Hillborn na guitarra e Andy Frost no baixo.
Bruce Dickinson fez uma coisa mais ativa, formou uma banda e gravou seu primeiro disco solo chamado ‘Tattooed Millionaire’ e saiu em turnê, seguindo Bruce, Adrian Smith também realizou um projeto paralelo chamado A.S.A.P. e levantaram rumores de que o iron Maiden estava acabando. A primeira pessoa que formou parte do seu projeto foi Janick Gers, na produção estavam Chris Tsangarides e Fabio Del Rio do ‘Jagged Edge’ na bateria e Andy Carr do ‘3 River’ no baixo. Bruce Dickinson também tem vários hobbies, um é a esgrima, que já chegou a ser capitão da seleção olímpica britânica há alguns anos e ainda escreve Opera rock e livros, esta última intitulada de ‘The Adventures of Lord Iffy Boatrace’ em três partes, publicado em 1990. Mas não era apenas Bruce que tinha hobbies, Nicko Mcbrain tinha um bastante perpendicular que é pilotar aviões de apenas um motor. O futebol é a grande paixão de Steve Harris é um torcedor do West Ham United. A prova de que o Maiden ainda permanecia junto é de que começaram a gravar um novo álbum, mas nesse momento surgiram alguns desentendimentos entre Adrian Smith e a banda, ele não estava de acordo com a direção que levava o material e trabalha com mais empenho no A.S.A.P. em uma conversa com Steve Harris Adrian confessou que a possibilidade de deixar o Maiden era de noventa por cento, e ele realmente abandonou, mas ele havia composto sete músicas do novo álbum ‘No Prayer for the Dying’ e já tinha gravado a parte rítmica da faixa ‘The Assassin’.
Não demorou e o Maiden encontrou um substituto para Adrian Smith, o eleito foi Janick Gers, que já havia feito uma carreira brilhante como musico, claro com altos e baixos. Gers nasceu no norte da Inglaterra, a família é de origem polonesa. Após tocar em bandas do colégio onde fazia covers de T-Rex, Zeppelin e Purple, foi fundador da banda ‘White Spirit’ no começo dos anos 80. O Maiden já conhecia Janick Gers há muito tempo, sabiam que ra um fã da música da banda, assim ele não precisava provar nada. Quando Steve Harris lhe chamou, para ele aprender os acordes em menos de 25 horas de: ‘The trooper’, ‘Iron Maiden’, ‘The Prisoner’ e ‘Children of Damned’. Havia certa incerteza como Gers poderia ficar tocando junto com outro guitarrista, já que apenas tocou juntou com um tecladista, mas isso não foi um problema, pois Janick e Dave se entenderam muito bem. A diferença entre um e outro é que Janick põe mais agressividade na sua forma de tocar, e Dave busca mais precisão. Janick Gers respeito o trabalho de Adrian Smith nas composições e mudou somente alguns solos.
O álbum ‘No Prayer for the Dying’ saiu à venda em 1 de outubro de 1990, mas não foi comparando com ‘Seventh Son’ um grande disco embora tivesse boas músicas como ‘Holy Smoke’ e ‘Tailgunner’. O álbum tentou uma volta às raízes, temas contundentes e que não passavam de cinco minutos. O primeiro single deste álbum foi ‘Holy Smoke’ e chegou a ocupar a terceira posição no top inglês, inclusive foi censurado na BBC, não quis tocar, o tema da música fala de falsos pregadores da televisão norte americanos, que se interessam mais nos dólares do quem em Deus. Todos esses problemas não impediram que o disco chegasse ao número dois da parada, atrás apenas de Pavarotti e que nos EUA ganhasse disco de ouro. O segundo single foi ‘Bring Your Daughter... To the Slaughter’ que chegou ao número um da parada. O curioso é que esta canção é a que Bruce compôs para o filme ‘A Hora do Pesadelo 5’ e pensou em incluir em seu disco solo, mas Steve e a banda convenceram Bruce para que editasse para o novo trabalho da banda. A banda começou a turnê ‘No Prayer on the Road’ em 20 de setembro de 1990, com a esperada inclusão de uma turnê pela Grã Bretanha, começando em Southamptom, e pegaram o embalo para o grande show em Hammersmith Odeon em 18 de outubro. Os locais desta turnê eram de pequena capacidade, apenas 2 ou 3 mil pessoas, no qual o cenário do Maiden ficou bastante reduzido, a banda que abriu esses shows britânicos foi ‘Wolfsbane’ banda do senhor Blaze Bayley. Durante a turnê deixaram de lado as grandes montagens, o cenário apresentava um aspecto vazio, um bom jogo de luzes, mas nada de efeitos como nas outras turnês. Como sempre Eddie aparecia em diversos momentos de sua história, principalmente quando o Maiden tocava as antigas canções.
Após terminar a turnê do ‘No Prayer fo the Dying’, os membros da banda tiram um descanso e em 11 de maio de 1992 volta ao trabalho com o LP ‘Fear of the Dark’. Um dos melhores trabalhos do iron Maiden nos últimos anos e que lhes brindou novamente a chance de ser atração principal no festival de Castle Donington. Como sempre a produção de estúdio ficou com Martin Birch e Harris também aparece como co-produtor. O que mais surpreende em Fear of the Dark é a variedade de temas, tanto em nível de interpretação como nas letras, umas canções falam de ‘Hooligans’ outra da ‘Guerra do Golfo’, etc. Nas novas letras não tentou se passar nenhuma mensagem, pelo menos diretamente, mas sim fazer agente pensar. Na verdade os temas giram em torno em coisas reais da vida cotidiana, deixando para trás os temas de ficção cientifica que já haviam composto. Deste álbum saiu dois singles, o primeiro ‘Be Quick or Be Dead’ e o segundo ‘From Here to Eternity’. A turnê veio acompanhada da volta das grandes produções históricas de palco que os fãs acharam tanta falta da ultima turnê. Antes de começar a turnê mundial fizeram umas pequenas apresentações, um aquecimento na verdade em Singapura e Tailândia, mas o auge da turnê foi o retorno ao palco de Donington, junto ao Maiden estavam ‘Skis Row’, ‘Thunder’, ‘Slayer’, ‘W.A.S.P.’ e ‘The Almighty’ mas desta vez com um publico reduzido pela metade por questões de segurança, com apenas 62.000 pessoas. Como era costume nos shows de Fear of the Dark, abriam o show com a música ‘Be Quick or Be Dead’ e na seqüência a lendária ‘The Number of the Beast’, ‘Wrathchild’, etc. e a clássica aparição do Eddie na música ‘Iron Maiden’ o mais surpreendente foi quando tocaram ‘Running Free’ e Adrian Smith se uniu ao grupo, no que provocou grande alvoroço no publico. Mais uma vez o Iron Maiden arrasou em Donington, e foi o único show da turnê na Inglaterra, o ultimo show da turnê foi em Moscou. |
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